Não se vá
agosto 1, 2011
O tempo que temia chegou, não há mais terra firme para se apoiar, o mundo ruiu e a queda é grande.
Eu sei, e devo admitir, que sempre fui um covarde, tanto que sempre fugi dos meus problemas, prova disso é este blog, que foi criado para dar vazão as emoções que não consigo admitir e demonstrar.
Hoje, nada além de hoje, meus pais, as pessoas mais importantes de minha vida estão sofrendo com a partida de meu irmão (de antemão, ele está bem), ele foi morar em outra cidade, está seguindo a própria vida, e fico feliz por ele, mas não deixo de me preocupar com meus pais. A casa está vazia, a alegria se esvaiu, o ninho está vazio.
É exatamente a síndrome do ninho do vazio. Quando eu sai de casa para morar fora eles sofreram muito, mas ainda havia meu irmão para preencher a casa, mas agora ele também saiu. Não posso voltar, mas também não sei como ajudá-los, e nem mesmo tenho coragem de abrir meu coração com eles (insisto, sou um covarde).
Espero que Deus ilumine minha mente e me guie a encontrar uma forma de ajudá-los. Ninguém pode imagina a dor que sinto em meu coração ao vê-los tristes, acredito que isso é pior que qualquer forma de tortura.
Peço desculpas a quem ler isto (se é que ainda me resta alguém que leia além de mim), pelo texto tão cru, mas este sou eu agora, cru, sentimentalmente nu, assistindo de longe o sofrimento dos que amo, espero que me perdoem algum dia por não estar ao lado deles neste momento. Perdão pela minha covardia.
