O fardo

julho 31, 2011

Eu sou o fardo incarregável. O peso morto, aquele que não lhe representa nenhuma vantagem, peço desculpas por puxar tudo para baixo, mas este sou eu.

Sempre quis abrir meus próprios caminhos, contudo essa atitude sem vem acompanhada de solidão e sofrimento. Ao trilhar caminhos desconhecidos sempre se tem a solidão por companhia. Na verdade, isso nunca me incomodou muito, até me acostumei a ser só, alcancei coisas inimagináveis desta forma, mas hoje, nestes dias, isto tem me ferido muito.

Cheguei, pelas trilhas abertas por mim, a beira de um abismo, sem caminho de volta, sem local seguro para ficar. Não tenho como pedir por ajuda, pois isso levaria a todos os que tentarem me socorrer a experimentar do mesmo sofrimento e solidão.

Sou um fardo abandonado que precisa seguir sozinho, sem apoio e sem direção.  Se este for o preço para o meu verdadeiro eu, estou disposto a pagar, mas, por hora tenho de recobrar minhas forças, unir meus sentidos e aprender novas lições. Peço para que Deus, minha única companhia, ilumine meus pensamentos e guie meus passos, não poderei mais inventar máscaras para cobrir minha fragilidade. Espero que após tão longa estiagem, a chuva venha limpar minha alma e saciar minha sede.

Tudo o que se aproxima de mim é levado para baixo, tome cuidado, não quero lhe ferir, mas preiso de sua ajuda.

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